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MANIFESTO SOBRE CORTE BOLSAS PIBIC

A ANCIB – Associação Nacional de Pesquisa e Pós-Graduação em Ciência da Informação e a ABECIN – Associação Brasileira de Educação em Ciência da Informação, posicionam-se veementemente contrárias ao corte determinado pelo CNPq das bolsas PIBIC para as áreas das ciências humanas e sociais. Essa ação, decorrente da publicação pelo MCTIC da Portaria n. 1.329 de 27 de março de 2020 e de nova chamada de Iniciação Científica publicada pelo CNPq em 23 de abril de 2020, vincula as áreas de pesquisa básica, humanidades e ciências sociais às áreas de tecnologias entendidas como prioritárias, desconsiderando as especificidades de cada área do conhecimento e demonstrando, mais uma vez, o menosprezo do atual governo para com esses segmentos.

Essa é mais uma das atitudes e ações realizadas pelo atual governo, demonstrando um menosprezo para com essas áreas. Em manifestos anteriores, já tornávamos clara nossa discordância com outros cortes, estes relativos a bolsas de mestrado, de doutorado e de pesquisa. No momento em que uma pandemia evidencia a importância da pesquisa – seja ela em qualquer âmbito –, e da ciência – em toda sua amplitude –, o Ministério da Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações, por força de protestos de vários setores da sociedade, foi obrigado a voltar atrás em sua proposta de cortar financiamento para as áreas sociais. Entretanto, mais uma vez, o MCTIC, através do CNPq, decide agora cortar financiamento dos que se iniciam na pesquisa, demonstrando o descaso com a ciência, com a pesquisa e com a formação de futuros investigadores e profissionais.

Reforçamos nossa defesa às áreas de pesquisas em ciências humanas e sociais, que vêm sofrendo esses frequentes ataques que afetam não apenas a formação para pesquisa e para a ciência de inúmeros estudantes, como o desenvolvimento de estudos importantes que contribuem, de igual modo, e tanto quanto as áreas tecnológicas, para o desenvolvimento do país.

Reiteramos nosso repúdio em relação a esse novo ataque contra as áreas entendidas pelo governo como menores, improdutivas ou irrelevantes para o que é considerado por ele como desenvolvimento. Em matéria de financiamento e fomento ao conhecimento científico, o atual governo está indo na contramão em relação aos países democráticos que encontram na ciência, em sua pluralidade, um meio para uma sociedade mais justa, igualitária e fraterna.