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MANIFESTO - Área de Comunicação e Informação da Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (CAPES)

Manifesto - Área Comunicação e Informação - CAPES

Investir em Ciência é investir na formação de mão de obra qualificada, na geração de emprego e renda. Não há desenvolvimento econômico, social ou soberania nacional sem investimento em pesquisa e inovação. O corte orçamentário nessa área atinge, portanto, toda a população.

O Brasil só conseguirá superar a crise pela qual todos nós passamos com mais investimento em ciência e tecnologia e não com cortes de recursos já escassos. A redução do financiamento da CAPES em programas de pós-graduação de universidades públicas e privadas compõe um quadro desastroso para a formação de pesquisadores que se dedicam a encontrar soluções para os problemas da sociedade brasileira.

Os principais atingidos serão os cerca de 4 milhões de jovens matriculados no ensino superior e suas famílias, além dos 13 milhões de desempregados e dos grupos mais vulneráveis. Levantar e analisar dados, apontar indicadores e estimular políticas públicas para as causas dessa crise, bem como propor soluções, são ações correntes das Ciências Humanas e Sociais. Esse é o papel dos pesquisadores da COMUNICAÇÃO E INFORMAÇÃO.

Países desenvolvidos investem na formação de pesquisadores, como indicam dados da Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE). Nos EUA, por exemplo, há 4 mil pesquisadores para cada 100 mil habitantes e em Israel, 8 mil. No Brasil, por outro lado, são apenas 700 pesquisadores para cada 100 mil habitantes. 

Além disso, temos somente 0,2% da população com doutorado enquanto a média dos países da OCDE é de 1,1%. Essa é a quarta menor taxa entre 35 países pesquisados. No caso dos mestrados, a situação é pior: 0,8% no Brasil diante de uma média de 13%. A desvantagem competitiva reflete a precariedade no financiamento da pesquisa nacional. É inconcebível que a gestão da crise passe por corte de recursos.

Há 68 anos, a CAPES cumpre o papel fundamental de maior financiadora da pós-graduação no País. Ao longo desses anos, a Fundação construiu o Sistema Nacional de Pós-Graduação (SNPG), um dos maiores do mundo, composto por cerca de 7 mil cursos de doutorado e mestrado acadêmicos e profissionais em 49 áreas do conhecimento. Esse sistema forma professores, pesquisadores e profissionais que atuam diretamente na transformação de toda a sociedade brasileira.

Os coordenadores e professores dos programas de pós-graduação em Comunicação, Informação e Museologia manifestam sua indignação com as atuais medidas governamentais e seus impactos em uma sociedade já desigual e economicamente frágil. A área COMUNICAÇÃO E INFORMAÇÃO convoca a sociedade a não abrir mão de um Brasil soberano e desenvolvido.